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sábado, 14 de maio de 2011

Rumpilezz no Bicentenário da Biblioteca Pública de Salvador

Ontem fomos eu, Lygia e Fernanda validarmos o jogo Búzios:ecos da liberdade no evento de 200 anos da Biblioteca Pública de Salvador - a primeira biblioteca da América Latina. Ficamos no CDC (Centro Digital de Cidadania) da biblioteca, que diga-se de passagem estava numa temperatura "glacial". Ficamos quase a tarde toda naquela salinha fria, observando e ajudando as crianças a jogar. Resolvi então sair a procura de um clima mais ameno. Eis que derepente me deparei com um som que ecoava pelos corredores: batuques, metais, uma mistura de sons clássicos e afro. Não tive como me conter, era a Orquestra Rumpilezz e eu nem sabia. Adoooro!! Essa Orquestra liderada pelo Maestro Letiere Leites dá um verdadeiro banho de espetáculo ao misturar Jazz com ritmos africanos, e estava lá prestigiando o bicentenário da biblioteca pública. Assim que terminou a validação fiquei lá assistindo o ensaio, pena que as fotos não sairam legais e não pude ficar para festa, que por sinal estava muuuiito convidativa, mas enfim, aqueles minutos foram o suficiente para encerrar a minha sexta com chave de ouro. Vai o vídeo para vcs ficarem com gostinho na boca =p

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"Escrever é preciso"

"...Pois é: escrever é isso aí, iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e osso, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam outros assuntos.

Termina-se sabe Deus onde..." Mário Osório Marques - Escrever é preciso.

Depois desse livro tão gostoso de se ler, realmente me dei conta de que escrever nesse blog era preciso. Ou melhor, resgatar conversas, me permitir a outras conversas que não as acadêmicas
Prometo não deixar o papo morrer.

Até mais, beijos e leiam Mário Osório Marques! Vale a pena!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Amor é rosa


Esse texto que eu adoro!!! É uma homenagem a todos os meus próximos e "afastados" que um dia me fizeram ou que me fazem rosa a cada dia. Vale a pena conferir. Um beijo em cada um de vocês

Eu sou branco.

Você é vermelho.

Quando estamos juntos somos rosa.

Antes de eu conhecer você, eu não sabia o que era rosa.

Até que eu vivia bem sozinho: comia o que e na hora que eu queria;

saía na hora quando bem entendia para ir ao lugar que tinha vontade de ir, numa liberdade, independência e autosuficiência.

Quando eu vi você, fiquei vermelho de paixão e nem me incomodei com os meus brancos.

Até perceber-me que eu já não era mais o branco.

Foi quando o vermelho começou a me sufocar e então, brancamente, me protegi.

Mas às vezes eu me irritava e brigava com você.

No fundo, era porque você era vermelho e não branco igualzinho a mim.

Percebi-me em alguns variados momentos querendo mudar a sua cor.

Ainda bem que você soube permanecer-se vermelho, ter suas próprias emoções, sentimentos, comportamentos e pontos de vista. Caso contrário, você seria também branca.

Mas tive minhas reticências, pois estava acostumado ao meu ritmo e modo de vida branco.

Temi perder minha individualidade.

Mas aos poucos fui descobrindo que o branco para se transformar em rosa não é perder, desestruturar-se e desaparecer, mas é completar-se com o vermelho.

O rosa me atemorizou, mas hoje vejo quanto é gostoso conviver, relacionar-me, amar e ser amado.

Dá mais trabalho porque nem tudo pode e deve ser feito brancamente,

mas sem dúvida tudo pode ser mais gostoso e rico com o vermelho.

Freqüentemente, um bom lanche branco não é tão agradável quanto um singelo jantar rosa.

Içami Tiba (Psicanalista)


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

"Big Brother de novo? Eu é que não vou assistir!!"


Quem nunca ao longo desses anos de "BBB" nunca falou ou pensou nisso?
Pois é! A Globo já está na sua 11ª Edição, E...Triste ilusão! Parece inevitável escapar do BBB. Tá nos Jornais, nos sites, nas redes sociais. É assunto dos cochichos das bibliotecas, dos intervalos dos colegas de trabalho e em casa. (principalmente quando se tem uma irmã telespectadora assídua como a minha). O Big Brother Brasil vem se revelando uma verdadeira novela Transmidiática. Transbordando por todas as mídias com suas cenas de apelação, suas sutilezas, pitadas de "amor", humor e besteróis, que são um prato cheio para os críticos de plantão e motivo para prender a atenção dos telespectadores e fãs alucinados.
Seria o "voyerismo"? A falta do que fazer? A falta de opções na Tv aberta? Ou estaríamos todos nós sendo abduzidos pelo "grande irmão" Teorias e teorias mirabolantes a parte, a verdade é que
assumidos ou não, todos nós acompanhamos e tecemos direta ou indiretamente essa trama, que embora pareça já não ter mais nada a oferecer, sempre traz alguma surpresa que fisga até mesmo o mais desligado dos consumidores de mídia.

Só para lembrar, amanhã é dia de paredão! Quem será eliminado?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"... Pais e filhos, somente companheiros. Nem guias, nem professores, muito menos proprietários..."

Como seria tão mais fácil pais e filhos conviverem confiantes nessa certeza. De que o amor não permite hierarquias, autoritarismos, muito menos obrigações. Obrigações... Essa palavra ressoa tão forte em mim, especialmente quando ela é direcionada as relações familiares. Obrigação de pai, de mãe, de filha, de filho, de vó... Ah! Tantas obrigações, que mais parecem cláusulas de um contrato familiar, e não de uma família de verdade. Aliás, são raras as famílias de verdade, acho que tantas obrigações estão fazendo a cada dia as relações fraternais irem por escada abaixo.
Ah! se agente pudesse entender que o amor, a demosntração de afeto e carinho, o respeito e a empatia são muito mais leves do que as "obrigações" e principalmente, ajudam a superar tantas crises nas relações, sejam elas familiares, afetivas fraternais... Seria muito mais simples e humano compreendermos os "custos" familiares não como investimentos, obrigações e dependências, e sim como um acordo comum, uma doação de amor. Pais e filhos além de possuírem laços consaguíneos, são companheiros e não patrões e empregados. Mas como dizem as más línguas: "as coisas mais simples são sempre as mais difícieis".
Se nós pais e filhos soubéssemos viver de coração aberto, viver de verdade, sem medo de fugir aos papéis que essa sociedade nos obriga a viver, sem medo de externar nossas sensações, problemas, inquietações. Sem medo de demonstrar quando estamos tristes, felizes, solitários... Sem medo de mostrar o que nós somos de verdade. E principalmente, sem medo de abandonar as hierarquias, ou "submeter-se a rebaixamentos.". Talvez a convivência fosse muito mais digna de pais e filhos.
Foi-se o tempo em que a educação familiar era dita por regras e imposições que não nos faziam, muitas vezes, perceber a origem dos problemas de nossos pais e filhos. Faz tempo em que problemas eram resolvidos no tapa e no grito. Acabou-se o tempo em que pais eram proprietários de filhos e vice-versa... Foi-se esse tempo, em que pais ditavam as regras e os filhos apenas obedeciam, abaixavam a cabeça e engoliam o choro, num gesto que por várias vezes alimentou a discórdia nas relações de muitas famílias.
Não existe mais esse tempo em que nós filhos apenas tínhamos deveres a cumprir, hoje temos também o direito de saber, questionar, falar e compartilhar com os nossos pais.
Cresci ouvindo as pessoas falarem que os pais sempre pensam o melhor para os filhos, mas a vida tem me feito perceber que nem sempre isso é verdade e tampouco possível. Acredito que pais de verdade não são modelos que tem todas as respostas e regras do mundo. Mas sim, seres humanos criados sob a vontade de Deus não para serem "donos de família" mas sim companheiros, capazes de aprender com os filhos e ensiná-los a escolher seus verdadeiros caminho, não quero dizer com isso que os pais são seres descartáveis, mas quando esses princípios tomam conta de uma relação entre pais e filhos, é natural perceber como os laços se solidificam, ramificam e se eternizam.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

As Feministas de Muzenza

Com um humor inteligente e super escrachado "As Feministas de Muzenza: uma comédia afro baiana" traz a tona um tema que vem despertando o interesse e a curiosidade do universo feminino e dos homens também. Desde a "queima dos sutiãs" na década de 1950, a mulher vem acompanhando esse movimento de quebra de protocolos, e experimentando diferentes papéis nessa sociedade, que queira ou não, ainda exibe seus traços machistas.
A ascensão profissional e financeira, as conquistas judiciais, como a lei Maria da Penha, os movimentos de luta undergrounds e as manifestações pró-mulher, o direito ao voto, o dissolvimento contínuo de tabus, a liberdade sexual, e tantas outras investidas, são o reflexo de que o grito de liberdade feminino, aos poucos vem ecoando significativamente.
E assim, a mulher se mostra, se amostra, conquista seu espaço e até mesmo o espaço dos homens. Estar "na moda" é ser independente, é rachar a conta do restaurante, é sair com as amigas para "azarar"... E porque não se masturbar? E andar com camisinha na mão? Foi-se o tempo que isso eram "coisas de homens"

Será que pensando assim eu sou feminista? Ser ou não ser feminista? Eis a questão que dá a tônica em "Feministas de Muzenza". Com um humor irresistível e envolvente, os atores (travestidos diga-se de passagem) nos deixam literalmente com a "pulga atrás da orelha". Ao escancarar de maneira escrachada, polêmicas como o apartheid entre homens e mulheres, o homosexualismo, a liberdade sexual, a (in)dependência da mulher, a contribuição do homem no movimento feminista, dentre outros aspectos que tomam como pano de fundo a familiar cidadezinha de Muzenza (qualquer coincidência com Salvador é mera coincidência rs).

Esse espetáculo nos faz refletir até que ponto essa tal independência feminina cultuada na sociedade de hoje, nos fazem mais ou menos mulheres; próximas ou distantes dos homens... E até mesmo, o grau de dependência intergêneros... Ah!!! várias e várias interrogações!!!

Se contar a história perde a graça. Mas quem não viu ainda dá tempo de conferir!
Em cartaz no Teatro Vila Velha (Salvador Ba) curta temporada até o dia 23/11
Ingressos- Inteira: R$ 20,00 / Meia: R$ 10,00

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Falar de amor em tempos de liquidez


Esse texto foi inspirado na obra de Zigmunt Bauman - Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos.


Nos tempos de hoje, o tempo escorre pelas mãos. E junto com ele se vão as estruturas, as tradições e os padrões. Obstáculos e preconceitos se dissolvem, e o extremo rigor se desmancha num piscar de olhos. Dando lugar a novas sensações inauguradas pelos tempos de liquidez. Época da instantaneidade! Tudo tem que ser, deve ser, está sendo (?!) Rápido, fácil, gratuito, simultâneo, velozmente, desesperadamente, inexplicavelmente fulgaz... Ufa! Foi-se o meu tempo!

Não dá mais tempo para as coisas simples da vida: uma conversa; aquela boa gargalhada com os amigos; falar besteira; jogar conversa fora. O tempo tá curto para abrirmos o nosso coração, para darmos um abraço bem apertado e um beijo demorado daqueles. E assim escapamos. Inconscientemente escapamos temerosos! Talvez não seja apenas medo de não dar tempo, talvez seja também medo de fugir das novas sensações que são liquidamente e fragilmente construídas. Impossível escapar do que se diz viver a vida intensamente. Intensidade ou quantidade?

Namorar é coisa dos tempos de solidez, ser líquido é ficar! "Ficadas", em que o beijo escorre boca adentro como um copo d'água que mata a sede dos sentidos explícitos, e da necessidade cada vez mais ávida por senti-los, independente de outros sentimentos "ditos sólidos". Compromisso, Respeito, Fidelidade, Durabilidade talvez não encontrem mais espaço nesses tipos de relacionamentos. Vai ver que eles são muito pesados para se adequarem aos padrões voláteis. Talvez o amor tenha assumido nova identidade diante de tantas mudanças e correrias anunciadas.

E vocês? Conseguem falar de amor ou conseguem amar nestes tempos de liquidez? Ou o amor entrou definitivamente pelo ralo?